Posts recentes

O melhor da gastronomia italiana em São Paulo

Até 1920, São Paulo recebeu aproximadamente 70% dos imigrantes italianos que vieram para o Brasil – representando 9% da população total do Estado.

Além de uma transformação social e econômica, os imigrantes trouxeram para a cidade sua bagagem cultural, sua gastronomia, suas receitas, seus temperos. A pasta e a pizza passaram a fazer parte do imaginário coletivo paulistano.

Sabia que Sampa é a cidade que mais consome pizza no planeta?

São centenas de restaurantes, cantinas e gelaterias que oferecem alimentos que fazem lembrar da Calábria e da Toscana, do Vêneto e da nonna. ❤️

Eu acho até injusto fazer uma lista de italianos recomendados na cidade, porque não conheço todos, mas esses aqui são bom demais, e são lugares que eu gostei muito. Lá vai:

Tappo Trattoria

O Tappo é o meu restaurante queridinho de São Paulo, o lugar que sempre volto e como maravilhosamente bem.

É um restaurante pequeno e aconchegante, estilo bistrô, com receitas delicadas e cheias de personalidade.

Se eu tivesse que recomendar apenas um prato de tudo que já comi em São Paulo, seria o tortellini ao molho trufado do Tappo. 🤤

Tappo Trattoria

Tappo Trattoria | Tortellini ao molho trufado

Endereço: Rua da Consolação, 2967 – Cerqueira César

Osteria del Petirosso

Intimista e sofisticado, a Osteria del Petirosso oferece um menu enxuto e simples, mas com sabores intensos. Quem está à frente do cardápio desse restaurante é o romano Marco Renzetti, que homenageia a sua terra em diversos pratos.

Eu encontrei o Osteria del Petirosso no instagram pela foto de sua lasanha, com uma massa crocante e dourada, mas foi o tonnarelli grossi all’amatriciana que o Vinícius escolheu que conquistou nosso paladar.

Essa massa fresca, perfeitamente “al dente”, com molho de tomate, guanciale e pecorino com um toque de pimenta estava tão sensacional que quase roubei o prato do Vini pra mim. 😋

Osteria del Petirosso SP

Osteria del Petirosso | Tonnarelli grossi all’amatriciana

Endereço: Alameda Lorena, nº 2155 – Jardim Paulista

Piccolo

O Piccolo é o irmão mais novo do Piu – outro restaurante italiano que poderia estar nessa lista aqui, mas ainda não cheguei a visitar – tá na lista!

No comando das caçarolas estão os chefs Marcelo Laskani e Marcelo Milani, que apresentam um cardápio autoral com bom custo-beneficio, onde predomina a culinária italiana moderna com influência de ingredientes regionais.

Eu provei lá um tortelinni de vitela com molho de cogumelos e de queijo INESQUECÍVEL de tão bom. Ah, e o restaurante fica no meu bairro favorito de São Paulo: Pinheiros.

Tortelinni de vitela Piccolo São Paulo

Piccolo | Tortelinni de vitela

Endereço: Rua dos Pinheiros, 266 – Pinheiros

Famiglia Mancini

O Famiglia Mancini é uma bela cantina, com uma decoração que encanta e ótima gastronomia italiana. O cardápio é extenso e os pratos são enormes, e servem em torno de três pessoas com tranquilidade.

O buffet de saladas, queijos, charcutaria e antepastos é tentador, não deixe de fazer uma boquinha!

O Famiglia Mancini fica em uma rua super graciosa, com vários outros restaurantes dos mesmos donos, uma lojinha de arte, um teatro de rua e até uma fonte. À noite, luzinhas iluminam o ambiente, que fica ainda mais charmoso. Um ícone de São Paulo!

Mancini

As belas caçarolas do Famiglia Mancini

Endereço: Rua Avanhandava, nº 81 – Bela Vista

Cantina Roperto

Um das mais tradicionais regiões de São Paulo para experimentar a autêntica gastronomia com o genuíno “sapore” italiano é o Bixiga. Embora o Bixiga não seja reconhecido oficialmente como um bairro, o pedaço da Bela Vista tem grande importância histórica e turística na cidade.

Por lá existem diversas cantinas italianas, e a escolha é realmente difícil, mas fomos de Roperto, em funcionamento desde 1942.

O fusilli ao sugo é um dos pratos mais clássicos da casa, e é diferente de qualquer fusilli que eu já tenha comido na vida. Eu sou apaixonada por molho ao sugo, e esse tava espetacular. Para acompanhar, uma suculenta braciola (bife enrolado). 😋

Comida que conforta, ambiente com cara de casa, atendimento queridíssimo.

Bixiga SP

Cantina Roperto | Fusilli ao sugo com braciola

EndereçoRua Treze de Maio, 634 – Bela Vista

Modern Mamma Osteria

Quando eu comecei a escrever esse post a minha amiga Sophia, do blog Meu mapa-múndi, postou nos stories do instagram dela essa lasanha e eu babei tanto que convidei ela pra participar dessa lista. Dá uma olhada nesse review:

“Bastou uma única visita para o Modern Mamma Osteria entrar para a minha lista de restaurantes favoritos em São Paulo. O motivo? Foi lá que eu comi a melhor lasanha da minha vida e, para a minha surpresa, ela não era à bolonhesa.

A “Lasanheta de Vitelo e Tartufo Negro”, receita do chef Salvatore Loi, tem a massa dourada, com direito a bordinha crocante, molho do assado e creme de grana padano. Sensacional!”

Se quiser ler o post completo da experiência dela no Modern Mamma, clica aqui. 😉

Gente, olha essa foto! Babei demais nessa lasanha. Quero provar djá! 😍

Modern Mamma SP

Lasanha da Modern Mamma Osteria | Foto: Sophia Catalogne

Endereço: Rua Manuel Guedes, nº 160 – Itaim Bibi

Eataly

E se você quiser fazer uma verdadeira imersão italiana em São Paulo, dá um pulo no Eataly!

O reduto gastronômico conta com um empório de ingredientes e produtos importados da Itália, além de oito restaurantes, padaria, confeitaria, bar de vinhos, cafeteria e até a famosa sorveteria italiana Venchi.

O espaço também oferece cursos de gastronomia e eventos em homenagem à cultura italiana. Um ótimo lugar para turistar, aprender e comer muito bem!

Eataly São Paulo

Eataly São Paulo

Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 1489 – Itaim Bibi

Já foi em algum desses restaurantes? Tem algum pra me indicar? Comenta aqui em baixo! 😉

 

Para mais dicas de São Paulo, clique aqui. 😉

Para acompanhar minhas viagens e experiências em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

 

Mundo na Taça: uma viagem pelo terroir espanhol

Esse post é sobre encontros, sobre vinhos, sobre como experiências podem nos levar pra viajar e sobre sabores que nos remetem a diferentes lugares do mundo.

É também a Espanha, com toques de Uruguai e de Brasil.

Esse post é sobre uma jornalista que ama vinhos (sem o menor conhecimento técnico), que adora conversar e que aprendeu muito sobre o terroir espanhol nessa última semana.

Esse post é sobre o Mundo na Taça, promovido pela Amo Vinho. 🙂

Amo Vinho

A Amo Vinho nasceu por iniciativa da empresária uruguaia (de português impecável) Fabiana Aguinsky. A empresa é uma agência focada em experiências envolvendo a vinicultura.

Eu já estava de olho nos eventos da Amo Vinho há alguns meses, como o Wine Share, um encontro que une networking e gastronomia. Eles também promovem viagens enoturísticas, e eu estou namorando o tour em Mendoza que vai acontecer em novembro.

Amo Vinho fachada

Amo Vinho

Mas o novo projeto da Amo Vinho, que eu tive o prazer de participar, e que tem tudo a ver com esse blog, é o Mundo na Taça. A cada encontro, os presentes embarcam para uma viagem sensorial em algum país produtor de vinho.

A Espanha na Taça

A primeira edição do Mundo na Taça, que aconteceu no dia 9 de outubro, viajou pela Espanha. Em parceria com a Grand Cru, o encontro contou com a presença do sommelier Rodrigo Nunes, que falou sobre cada vinho degustado.

Também contamos com o amplo conhecimento da Fabiana, que trabalha há cerca de 30 anos com o mundo do vinho e que, junto do Rodrigo, nos deu uma aula sobre as regiões de Ribera Del Quero e La Rioja.

Recepção

Como é para você chegar em um lugar onde não conhece ninguém?

Até um ano atrás, isso era uma situação complicadíssima pra mim.

O blog me ajudou nisso. Aprendi que quando eu chego nos lugares e puxo assunto com as pessoas, eu tiro o melhor das viagens e experiências: os encontros, as histórias. Então, de uns tempos pra cá, eu perdi a vergonha e até tenho gostado disso. Se eu não conheço ninguém, eu me solto e faço novas amizades.

Cheguei na Cardamomo Enogastronomia (local em que acontecem os encontros da Amo Vinho, no bairro Três Figueiras), e fui recebida com um sorrisão pela querida Fabiana.

Já havia lá algumas pessoas conversando, e todo mundo que chegava se cumprimentava como se já se conhecesse há algum tempo.

A Fabiana me contou que esse é um dos desafios da casa: trazer mais pessoas para esse grupo lindo que se formou. Pessoas que gostem de vinho e que sejam abertas para novas experiências.

Se eu posso te dar um conselho aqui, é esse: se você encontrou algum curso, evento ou jantar que quer ir, mas está em dúvida porque não tem companhia, perca a vergonha. Não existe nada melhor do que conversar e fazer novas amizades em torno de uma mesa farta ou de tacinhas de vinho.

Bem, além do sorrisão da Fabi, também fomos recebidos com uma linda mesa de queijos, charcutaria, pães, geleias e frutas, para harmonizar com os vinhos que seriam degustados durante a noite.

Mesa-Amo-Vinho.jpg

Espanha na Taça | Mesa de queijos e frios

A bebida de boas-vindas foi a Cava Moltó Negre, produzida na região de Villafranca del Penedés, elaborada a partir da uva tinta Trepat.

Espanha na Taça Cava Molto Negre

Espanha na Taça | Cava Moltó Negre

A definição de Terroir

Após uma leve apresentação, a primeira parte do encontro contou com a participação do enólogo e winemaker espanhol, José Sanchez Caminero, que falou um pouco do terroir espanhol (via Skype).

José Sanchez Caminero Skype

Espanha na Taça | José Sanchez Caminero

Você sabe o que é terroir? Eu aprendi direitinho, e vou te contar!

Terroir é uma mistura de clima + solo + altitude + vento + umidade. Assim, cada local do mundo tem o seu terroir próprio, e o vinho é resultado de todo esse conjunto.

Achei super interessante essa definição apresentada em um slide:

Terroir = mãe / Técnicas de vinificação + enólogo = pai

Segundo Fabiana, cada país tem muitos terroirs e a mesma uva não tem o mesmo resultado de norte a sul. “Quando experimentamos um vinho que não gostamos temos o hábito de riscá-lo do nosso caderninho. Isso, ao meu ver, é tão injusto que condenamos o rótulo por vida, deixamos de dar uma segunda chance a próxima safra que poderá ser bem diferente e podemos mudar essa opinião”, destaca.

O terroir espanhol

Após a conversa com Caminero, a palavra passou para a Fabiana e para o sommelier Rodrigo, que iniciaram a explicação sobre o terroir espanhol.

Proporcionalmente, a Espanha é o país com a maior área de vinhedos em todo o mundo, com mais de um milhão de hectares cultivados.

Espanha na Taça

Espanha na Taça | O terroir espanhol

Também aprendemos sobre a pirâmide de classificação dos vinhos espanhóis, que vai dos jóvenes > reserva > gran reserva > premium > icono.

E se tratando de qualificação, os vinhos podem ser: vino de mesa, vino de la Tierra, IGP (Indicação Geográfica Protegida), DO (Denominação de Origem), DOCa (Denominação de Origem Qualificada) e Pago.

Para ser considerado um Vinho de Pago, a bebida deve cumprir alguns quesitos, como ser oriunda de pequenas propriedades familiares (o dono deve estar à frente da vinícola), a vindima deve ser manual, os barris devem ser de carvalho francês, entre outros.

Espanha na Taça | Fabiana Aguinsky

Espanha na Taça | Fabiana Aguinsky

A Espanha possui cerca de 70 regiões com qualificação de Denominação de Origem, e durante o encontro aprendemos mais sobre duas delas: Ribera Del Duero e La Rioja.

Ribera del Duero

O primeiro vinho degustado foi o Milcampos Viejas (2015), da região de Ribera Del Duero, feito com a uva Tempranillo.

A Tempranillo é a variedade de maior destaque no país, representando 78% da produção das uvas tintas. A segunda uva mais cultivada é a Garnacha, com 8%, e a terceira posição tem um empate entre Graciano e Mazuelo (encontrada também como Carignan), com 2%. Entre as brancas, a Viura (também conhecida como Macabeo) detém 70% dos vinhedos.

Espanha na Taça Milcampos

Espanha na Taça | Milcampos, de Ribera Del Duero

Ribera Del Quero é uma das regiões viníferas mais famosas da Espanha. Ela está localizada no norte do país, em Castilla y León, a cerca de 160 km de Madrid. 

Ribera del Duero possui cerca de 123 km de extensão, em quatro províncias: Burgos, Valladolid, Soria e Segovia. Seu nome faz referência ao rio Duero, que também percorre algumas regiões de Portugal, onde é chamado de Douro.

Espanha na Taça

Espanha na Taça | Milcampos, de Ribera del Duero

Em seguida, degustamos o vinho Embocadero (2015), também da região de Ribera Del Duero. Elaborado com uvas Tempranillo, esse foi o meu favorito da noite. O vinho Embocadero Ribera del Duero é um vinho de guarda, que passa por envelhecimento de 12 meses em barril de carvalho americano e francês.

Espanha na Taça Embocadero

Espanha na Taça | Embocadero, de Ribera del Duero

A oficializaçao da Denominação de Origem de Ribera del Duero aconteceu em 1982, mas a trajetória vitivinícola da região existe há mais de 2 mil anos.

Entre uma região e outra, uma pausa para uma bruschettinha e para um comentário: eu tenho frequentado diversos eventos como esse, que se propõe a ser encontros gastronômicos com palestras ou bate-papos sobre algum assunto.

Mas esse encontro me surpreendeu muito pela profundidade do conteúdo, sem perder o tom descontraído de conversa. Muy bueno!

Bruschetta Espanha na Taça

Espanha na Taça | Bruschettas

La Rioja

Em seguida chegamos à região de La Rioja.

Também localizada no norte da Espanha, La Rioja recebeu, em 1925, a primeira Denominação de Origem do país.

Foi a vez de experimentar o vinho Zuazo Gaston Finca Costanillas (2016), dessa mesma região.

Finca Costanillas

Espanha na Taça | Zuazo Gaston Finca Costanillas, de La Rioja

O clima é mediterrâneo e atlântico, caracterizado por temperaturas amenas e precipitação regular, o que dá condições ideais para cultivar diferentes tipos de uvas. As variedades autorizadas pela “Denominación de Origen Calificada Rioja” são:

Tintos: Tempranillo, Garnacha, Graciano, Mazuelo, Carignan, Maturana tinta, Maturana e Monastrell.

Brancos: Viura, Malvasía, White Grenache (Garnacha Branca), Chardonnay, Sauvignon Blanc, Verdejo, Maturana White, Tempranillo Blanco e Turruntés.

Espanha na Taça | Zuazo Gaston Finca Costanillas, de La Rioja

Espanha na Taça | Zuazo Gaston Finca Costanillas, de La Rioja

E, por fim, degustamos o Heras Cordón Vendimia Seleccionada (2015), uma mescla das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano.

Heras Cordon

Espanha na Taça | Heras Cordón Vendimia Seleccionada, de La Rioja

Heras Cordon

Espanha na Taça | Heras Cordón Vendimia Seleccionada, de La Rioja

O encontro foi finalizado com um arroz doce que estava absolutamente delicioso. Ou melhor: Arroz con Leche. (Estamos na Espanha, lembram? 🙂 )

Arroz con Leche

Espanha na Taça | Arroz con Leche

Detalhe para o doce de leite uruguaio, que deu um toque especial à receita.

Um dos aprendizados da noite: vou passar a colocar doce de leite no arroz doce pro resto na vida!

Uma das confissões do post: estou comendo arroz doce com doce de leite enquanto escrevo esse texto. (Feliz de quem volta de Punta Del Diablo com Conaprole na mala!)

Arroz con leche

Espanha na Taça | Arroz con Leche

Conversas sobre a Espanha, sobre terroir e sobre gastronomia. Novas conexões, queijos uruguaios e frutas vermelhas.

A jornalista que ama vinhos saiu um pouquinho menos leiga desse encontro, e ainda mais apaixonada pelo mundo dos vinhos.

 

Serviço:

Mundo na Taça
Endereço: Cardamomo Enogastronomia ( Rua Matias José Bins nº 266 – bairro Três Figueiras)
Valor: R$ 150 por pessoa
Para ficar sabendo sobre os próximos eventos, siga o Instagram da Amo Vinho.

 

* A experiência Mundo na Taça foi feita a convite da Gengibre.cc.

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Nessa Firma eu seria workaholic

Ligações telefônicas, e-mails disparados, atendimento ao público. Leitura, escrita, ou a literal mão na massa. Por mais que a gente (talvez) goste do nosso emprego, a rotina de trabalho cansa.

Então nada melhor do que, depois de um dia estressante, buscar um lugar gostoso pra desopilar.

Bora complementar a jornada na Firma! 🙂

A Firma

Aberta há poucos meses no Centro Histórico de Porto Alegre (onde antes era localizado o restaurante Porkaria), a Firma é um bar que pode ser definido no seguinte gráfico:

Firma gráfico

Abaixo, listo todos os processos pelos quais passei para chegar à esse balanço superavitário.

Escritório de drinks

Quem chefia esse setor da Firma é a talentosa mixologista Gabriela Madeira. São doze drinks no cardápio, alguns tradicionais (como o Mojito, o Spritz e a Gin Tônica), e outros de criação da casa.

A primeira tarefa da noite foi experimentar o Férias da Firma, composto de rum branco, xarope de manjericão, xarope de alecrim, limão e água com gás. Super leve e refrescante, eu poderia procrastinar nele por horas.

Férias da Firma drink

Firma | Férias da Firma

Ah, o drink veio acompanhado de uma fatia de abacaxi desidratado bem docinho. A orientação: provar um pedaço e mergulhar na bebida o resto, para complementar o sabor. Delícia!

Meu Patrão Firma

Firma | Férias da Firma

Já que a minha ocupação principal lá era a de avaliar os trabalhos, segui à risca o protocolo de não parar no primeiro drink, e provei também o Workaholic – infusão de vodka e hibisco, suco de maçã, noz moscada, açúcar e espumante brut. Docinho, gostoso, e bem mais forte que o anterior. Detalhe para a balinha de hibisco feita na casa.

Junto nessa empreitada, estavam comigo o Felipe (do Meu Rango do Dia) e o Gregs Ribeiro, que como bom coleguinha me deixou experimentar o drink que ele pediu, o incrível Berga Sour – calda cítrica de bergamota e pimenta rosa, chá de camomila e mel, cachaça de amburana, limão e clara de ovo.

Não gosto meeesmo de drinks com clara de ovo, mas aqui ela passou bem desapercebida. Bem ácido, do jeito que eu gosto. Ganhou muitos pontos comigo!

Drinks Firma

Firma | Berga Sour e Workaholic

Ah, essa repartição também conta com chopps, Heineken long neck, refri e água. 😉

Setor de inovação

Produtos acessíveis, métodos criativos e apresentação única: os pratos da Firma agradam não só no sabor (spoiler: tudo excelente), mas também por todos terem aquele “fator X” de inovação.

Quanto mais as comidinhas chegavam na mesa, mais ansiosa eu ficava pra ver qual seria a próxima surpresa.

A nossa reunião começou com o Bao Bun, recheado de costela bovina, ketchup de moranga e picles de moranga caramelada.

Eu amo esse tipo de pãozinho e o recheio tava excelente, mas gente: o que são essas florzinhas? 😍😍😍 Uma ótima jogada de fidelização do cliente!

Bao Bun Firma

Firma | Bao Bun

Que fique documentado nesta ata: as peças de madeira super criativas foram elaboradas pelo marceneiro Felipe Simões e as lindas peças de cerâmica vieram do studio Alma.

Nosso segundo compromisso foi devorar os tacos com paleta de porco, salada de repolho com coentro, picles de cebola roxa e coalhada.

Esse é o tipo de reunião que não se pode trocar por um e-mail: eu me encontraria todos os dias com esse picles de cebola.

Tacos Firma

Firma | Tacos com paleta de porco

O próximo item de discussão foram as tulipas de frango fritas, com sweet chilli de laranja. Delicadas, levemente avinagradas, um punch de sabor. Quem finalizou esse prato certamente já falou em alguma entrevista de emprego que era um perfeccionista.

Tulipa de Frango Firma

Firma | Tulipas de frango

E então houve um momento de tensão. Aquele tema que quando chega é o catalizador de discussões, de revelação de paixões, de juras de ódio.

Chegou na mesa o Quiabo.

E eu fui a primeira a anunciar: “confesso que não gosto”.

Mas a primeira mordida se tornou a resolução dos problemas. Que Quiabo, minha gente.

Ele veio com um sabor que mesclava o tostado e o ácido, coberto de um molho romesco de amendoim e sementes crocantes de girassol. Superou expectativas e se tornou a grande pauta do dia.

Quiabo Firma

Firma | Quiabo

À medida que as empresas vão bem em seus negócios, existem duas alternativas: seguirem como estão e se acomodarem, ou partir para a inovação. Com a competitividade cada vez mais alta, a constante renovação se torna requisito básico para manter o sucesso.

Essa Firma não se acomodou, não senhor, e nos trouxe, ainda, mais um petisco que deve entrar no menu em breve: sanduíche de pão de miga recheado com carne de sol prensada, nata, alface e semente de coentro.

Sanduíche de carne de sol Firma

Firma | Sanduíche de miga com carne de sol

Eu poderia colocar semente de coentro até na térmica de café, de tanto que amo. Aprovadíssimo!

Departamento de doces

Passado o momento mais tenso, no qual as demonstrações principais cumpriram seu objetivo e deixaram os clientes satisfeitos, chega o momento da descontração, do papo solto do fim do dia, do happy hour com o chefe, da paquera com o coleguinha.

Os doces da Firma.

A Bananoffee (banana frita empanada na farofa de bolacha maria, recheada com doce de leite da firma e cobertura de chantilly de café) é aquele colega que se enfeita todo pra festa, que inventa moda, que usa Insecta floreado, que é simpático e que todo mundo adora.

Bananoffee

Firma | Bananoffee

Já a Bombatchê (bomba de chocolate maltado com um toque de erva-mate) é aquela coleguinha mais antiga na empresa, mas que não deixa de se reinventar. Ela faz cursos online, tem insta de look do dia, diz que depois que ficou solteira é que conheceu a vida.

Bombatchê Firma

Firma | Bombatchê

Os vizinhos de repartição estão animados de ver a mulherona que ela se tornou. 🙂

Bombatche aberta Firma

Firma | Bombatchê

Happy hour de firma sempre dá o que falar, né? 🙂

Os chefes da Firma

Bons líderes são adaptáveis às mudanças, flexíveis com seus colaboradores e assertivos em suas escolhas. Quem comanda as panelas da casa são os queridos Ricardo Dornelles Maciel e Vinícius Gomes Cézar.

Eles passeiam entre a cozinha, o bar e o salão, e conquistam o respeito dos funcionários e até o carinho dos clientes (eu juro que notei algumas selfies).

Tanto o Ricardo quanto o Vini não gostam de rotular quem inventou cada prato, e ouvi dos dois que todas as criações são deles, juntos. Uma dinâmica organizacional que funciona muito bem.

Vinicius e Ricardo Firma

Firma | Os chefs Ricardo e Vinícius

Hora Extra

Segunda-feira é um dia em que, tradicionalmente, os restaurantes e bares não abrem e dão folga para os funcionários. Mas, na Firma, segunda é dia de Hora Extra.

A ideia do projeto Hora Extra é a de receber um chef ou mixologista convidado para desenvolverem receitas inéditas em colaboração com os profissionais da casa.

Para acompanhar a programação de convidados, segue a Firma no Instagram e no Facebook. 😉

Balanço final

Trabalhar bonito assim dá resultado: equipe afinada entrega melhor. Meta cumprida!

Para incentivar a rentabilidade dessa empresa que já confiro deferência, deixo aqui registrado: SPDV Recomenda. ❤️

O que acharam da ata dessa reunião, queridos leitores? 🙂

 

Serviço:

Firma Bar
Endereço: Rua Coronel Genuíno, nº 116
Funcionamento: de segunda a sábado, das 19h às 23h30 (o espaço comporta poucas pessoas, e não existe sistema de reservas, então é bom chegar cedinho)

 

* O jantar na firma foi feito a convite da Gengibre.cc.

Quer conhecer mais lugares bacanas em Porto Alegre? Clica aqui! 😉

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Onde comer bem e barato em Tel Aviv

Tel Aviv é considerada uma das cidades mais caras do mundo, então comer em restaurantes mais tradicionais e requintados todos os dias pode afetar um pouco o orçamento da viagem.

Por isso, uma deliciosa opção é se esbaldar na comida de rua, lanchonetes menos formais que oferecem comida (muito!) boa a um preço super justo.

Seguem abaixo as minhas indicações baratex em Tel Aviv:

Sabich Frishman/ Falafel Frishman

Uma portinha ao lado da outra: o Sabich Frishman e o Falafel Frishman são do mesmo dono, porém cada uma das entradas faz um sanduíche diferente – ambos vegetarianos.

À direita, é vendido o Sabich: pão pita com recheio de berinjela frita, ovos cozidos, saladinha, salsa e molho de tahine – o melhor sanduíche que comi em Israel! 🤤

Sabich Frishman Tel Aviv

À esquerda, o Falafel, que vem com salada, tahine e uma massinha frita que parece um rolinho primavera.

O que dizer do falafel israelense? Cremoso por dentro, crocante por fora. Eu sempre dizia que era apaixonada por falafel, mas nunca tinha comido um tão bom como esse. LIFE-CHANGING!

Falafel Frishman Tel Aviv

Nas duas lanchonetes ainda ficam à disposição alguns “acepipes” pra dar uma turbinada no lanche, como picles de repolho, pimenta jalapeño e chucrute (isso é meio comum por lá, também vimos esses pequenos buffets de “toppings” nas próximos dois lugares que vou falar abaixo).

Ah, e o pão pita era tão quentinho e fofinho que eu poderia dormir dentro dele! Bom demaaaaaaais!

Endereço: Frishman St, nº 42.

Yashka

Se você não curte a vibe vegetariana do Frishman, pode atravessar a rua e ir no Yashka – lanchonete especializada no shawarma, o famoso “churrasquinho grego”.

Existe uma opção com o pão pitta, como os de cima, mas pedimos o pão laffa, que é maior e nos pareceu mais apetitoso – e era realmente muito bom.

Achamos o lanche muito gostoso, mas confesso que os sanduíches do Frishman são muito mais incríveis, com mais camadas de sabor.

Tel Aviv_Yashka shawarma

Endereço: Dizengoff St, nº 105.

Miznon

O Mizon é uma lanchonete de clima descolado, música alta e atendentes divertidos que vem fazendo muito sucesso em Tel Aviv.

Existem vários tipos de sanduíche no cardápio, e eu escolhi o CRASH Kebab – recheado com uma espécie de hambúrguer. O pão era sensacional e eu gamei demais quando notei que tinha coentro na carne. ❤️

Tel Aviv_Miznon

Endereços: King George St, nº 30/ Gabirol St, nº 23 – Tel Aviv.

Shukshuka

Um dos melhores pontos da cidade para se provar a autêntica shakshuka fica dentro do Carmel Market – o bar Shukshuka.

Lá o prato ganha algumas versões além da tradicional, como a espanhola (com salame, espinafre e grão de bico) e a italiana (com queijo de cabra e manjerição). O pãozinho que servem como acompanhamento é crocante e excelente!

Vale a pena começar o dia por lá quando você for fazer o passeio pelo mercado mais famoso da cidade. 🙂

Shukshuka Tel Aviv

A shakshuka do Shukshuka

O Shukshuka funciona de domingo à sexta, das 9h às 18h.

Endereço: 3 Simtat Hacarmel (Carmel Market)

Tá indo pra Israel? Clica aqui pra saber quais são os mercados gastronômicos que você precisa conhecer por lá. 😉

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Além do bacalhau: conheça dez pratos típicos de Portugal

Esse é um dos meus modelos de posts favoritos! Além de experimentar, eu adoro escrever sobre os pratos típicos dos lugares que visito! (Já leu os posts da Jamaica, do Marrocos e das Seychelles?)

Meus roteiros gastronômicos, com a checklist de tudo que eu tenho que degustar nos lugares, são imensos! Eu sempre pesquiso bastante sobre tudo que eu tenho que comer pra sentir o verdadeiro sabor dos meus destinos.

Tem muita gente que viaja pra Portugal pensando que só vai encontrar diversas versões de bacalhau, mas a gastronomia do país é muito abrangente e diversificada.

Veja abaixo quais são os dez pratos típicos que você precisa provar por lá:

Arroz de Pato

O Arroz de Pato tem a sua origem no seminário mais antigo de Portugal: o seminário de Braga, cidade que fica ao Norte de Portugal – ele também é conhecido como “Arroz de Braga”.

Apesar de existirem algumas variações, a receita original é composta por principalmente três ingredientes: arroz, pato e chouriço. O pato é cozido em uma água temperada, que depois é utilizada para preparar o arroz.

O arroz fica soltinho, marcado pelos aromas e sabores fortes do pato e do chouriço. Delícia! 😋

Arroz de Pato - Taverna dos Trovadores

Arroz de Pato

Onde comi: Taverna dos Trovadores (Praça Dom Fernando II, nº 18 – Sintra)

Polvo à Lagareiro

Nessa receita, depois de cozido, o polvo é grelhado. E então é servido com bastante azeite, e pode ser acompanhado de alho, cebola e pimentão. Como acompanhamento clássico, as batatas ao murro.

A expressão lagareiro vem de um indivíduo que trabalha em um “lagar”, local onde é feita a separação da parte líquida da sólida das olivas em uma produção de azeite. Nesse contexto, a expressão é utilizada para salientar a quantidade abundante de azeite para regar o polvo. Adorei conhecer essa história! 🙂

Polvo

Polvo à Lagareira

Onde comi: Invicta Madragoa (Rua da Esperança Madragoa, nº 140 – Lisboa); Adega São Nicolau (Rua de São Nicolau, nº – Porto)

Amêijoas à Bulhão Pato

Com origem na região do Porto, o prato de Amêijoas à Bulhão Pato é um petisco elaborado com amêijoas (as conchinhas), azeite, coentro, sal, pimenta, limão e, principalmente, bastante alho!

Esse é um prato muito comum de ser encontrado em marisqueiras e cervejarias. Dizem que o nome do prato é um tributo ao poeta português Raimundo António de Bulhão Pato, que mencionou o cozinheiro que criou o petisco em um de seus textos.

Uma delícia para acompanhar bons drinks portugueses.

26

Amêijoas à Bulhão Pato

Onde comi: Adega Tia Matilde (Rua Beneficência, nº 77 – Lisboa)

Sardinha Assada

Um dos maiores clássicos da culinária portuguesa, a Sardinha Assada é um prato oriundo da forte tradição de pesca do país. Esse prato foi escolhido como uma das Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.

Você já ouviu falar na frase “Puxar a brasa à nossa sardinha”? Esse ditado popular vem do próprio preparo do prato – colocando o peixe na grelha para assar no calor do carvão. (Aqui no Rio Grande do Sul a expressão foi levemente alterada, trocando “sardinha” por “assado”. Terra de churrasqueiro é assim! 😉)

Sardinha

Sardinha Assada

Onde eu comi: Restaurante Escondidinho (Rua Passos Manuel, nº 144 – Porto)

Leitão à Bairrada

O Leitão à Bairrada é um prato oriundo da cidade de Mealhada e também foi consagrado como uma das Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa. Na receita, o leitão é assado por cerca de 2 horas em forno à lenha, depois é cortado em pequenos pedaços, e servido com a pele (super) crocante virada para cima.

Atualmente, são servidos cerca de três mil leitões diariamente na região da Bairrada (onde fica a cidade de Melhada) – o prato realmente virou uma atração turística dessa localidade.

Rei dos Leitoes

Leitão à Bairrada

Onde comi: Rei dos Leitões (Avenida Restauração, nº 17 – Mealhada)

Caldo Verde

O Caldo Verde é uma sopa que tem como ingredientes básicos batata, couve, chouriço, azeite, alho e cebola, e tradicionalmente é preparada em uma panela de ferro, com a ajuda de uma colher de pau.

O resultado é um caldo leve de batatas com um forte perfume do embutido e com o tom esverdeado por conta das couves que são cortadas bem fininhas. Esse é o prato português que mais sai lá em casa no inverno! 🙂

Caldo Verde

Caldo Verde

Onde comi: Cervejaria Brasão (Rua de Ramalho Ortigão, nº28/ Rua de Passos Manuel, nº 205 – Porto)

Feijoada de Mariscos

Experimentar a feijoada de mariscos é uma experiência que estimula o paladar, imperdível para quem visita Portugal. É um prato surpreendente para nós brasileiros que estamos acostumados com a feijoada de feijão preto e carne de porco.

O caldo encorpado pelo feijão branco mistura o sabor forte do chouriço e a delicadeza dos frutos do mar.

Uma verdadeira explosão de sabores!

Feijoada de Marisco - Taberna dos Mercadores

Feijoada de Mariscos

Onde comi: Taberna dos Mercadores (Rua dos Mercadores, nº 36 – Porto)

Arroz de Marisco

O Arroz de Marisco foi criado na Praia de Vieira de Leiria, na região da Marinha Grande. A cidade se tornou um ponto turístico gastronômico por conta de sua invenção – que passou a ser replicada em diversos pontos de Portugal.

O prato é servido diretamente em um tacho de barro ou panela de alumínio, e chega na mesa ainda fervilhando. Frutos do mar como camarões, lagosta, peixe, amêijoas e mexilhões conferem-lhe um sabor único de mar! Gostei tanto que em dez dias eu comi três vezes! 😋

Arroz de mariscos

Arroz de Marisco

Onde comi: Uma Marisqueira (Endereço: Rua dos Sapateiros, nº 177 – Lisboa)

Galo à Bordalesa

O Galo à Bordalesa é uma receita de tempero forte e marcante, a ave é cozida lentamente com vinho tinto. Um dos melhores pratos que comi na viagem! Devorei inteira uma panelinha que serviria duas pessoas.

Existe, ainda, outra versão de receita de ave muito famosa em Portugal – a Galinha à Cabidela. Nesse caso, em vez do vinho, entra o sangue do animal (mas esse prato eu não cheguei a experimentar).

Galo à Bordalesa

Galo à Bordalesa

Onde comi: Adega São Nicolau (Rua de São Nicolau, nº – Porto)

Açorda de Mariscos

A Açorda de Mariscos foi o prato mais surpreendente que experimentamos em Portugal.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O prato é feito com pão dormido, cozido em um caldo de frutos do mar. A textura fica semelhante a uma polenta, e um sabor intenso de mar na boca! 🤤

Em alguns casos (como nesse da foto), a Açorda vem com um ovo mollet por cima – e é o garçom mesmo quem mistura todos os ingredientes na mesa do cliente.

Porto

Açorda de Mariscos

Onde comi: Taberna dos Mercadores (Rua dos Mercadores, nº 36 – Porto).

Se depois de conhecer essas opções você ainda ficou com vontade de comer todos os pratos de bacalhau possíveis em Portugal, clica aqui pra saber quais são os mais imperdíveis! 😉

E se quiser ler todos os outros posts de Portugal, clique aqui.

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Os incríveis mercados gastronômicos de Israel

Um dos meus programas favoritos da vida é visitar mercados gastronômicos. Não precisa ser em viagem, ir ao Mercado Público de Porto Alegre já é um baita passeio pra mim! 🤗

Mas quanto mais longe a gente vai em relação à nossa casa, mais conseguimos perceber as diferenças de cultura entre os povos por meio de seus alimentos.

No setor de hortifrúti desses mercados, por exemplo, eu gosto de comparar os tamanhos, cores e formatos dos mesmos legumes, frutas e verduras consumidas aqui. Vejam só essas pitayas amarelas, e essas berinjelas redondinhas que encontramos em Jerusalém!

Adoro o perfume das especiarias, os formatos dos pães e todas as comidinhas que podemos degustar nesses lugares.

Em Israel, os mercados gastronômicos são uma fonte infindável de descobertas!

Abaixo, segue a listinha dos mercados que visitei por lá!

Carmel (Tel Aviv)

Esse é o mercado mais famoso da cidade.  São muitos boxes de ingredientes frescos, doces, comidinhas e até artigos de vestuário e eletrônicos.

Tem de tudo no Carmel, inclusive muuuitos turistas – ele é super cheio. Mas vale a pena conferir, esse é um clássico necessário no roteiro de Tel Aviv.

Carmel Market azeitonas

Carmel Market

Carmel market frutas

Carmel Market

Carmel doces

Carmel Market

Carmel tamaras

Carmel Market | Tâmaras e especiarias

Israel especiarias

Carmel Market | Especiarias

Se você for lá, recomendo muito provar o doce Babka, um delicioso bolo recheado de chocolate!

Israel Babka

Carmel Market | Babka

O Carmel Market abre às 7h da manhã e funciona até o anoitecer. Devido ao Shabbat, na sexta-feira ele fecha um pouco mais cedo e aos sábados não abre.

Sarona Market (Tel Aviv)

Inaugurado em 2015, o Sarona Market segue a linha dos novos mercados gastronômicos.

Ele é um grande empreendimento (que lembra o Eataly), onde você encontra lojas de utensílios, ingredientes mais “gourmet”, além de muitas opções culinárias.

É um local mais refinado em relação aos outros mercados que visitamos em Israel.

Sarona Market

Sarona Market

Sarona market lojas

Sarona Market | Boxes gastronômicos

Sarona Market food court

Sarona Market | Praça de alimentação

Sarona Market doces

Sarona Market | Doces típicos

Sarona market cookies

Sarona Market | Box de Cookies

O Sarona Market funciona diariamente, das 9h às 23h (inclusive durante o Shabbat).

Levinsky (Tel Aviv)

Assim como o Carmel, o Levinsky não fica dentro de um prédio, não tem entrada e nem saída. Ele é formado por um quadrilátero de ruas com lojas de especiarias, frutas secas, doces, queijos, produtos em conserva, etc. Se você tem pouco tempo na cidade, pode pular. 😉

Levinsky

Levinsky Market

Israel Levinsky

Levinsky Market | Loja de azeitonas

Levinsky sementes

Levinsky Market | Loja de frutos secos e grãos

O Levinsky Market funciona de quinta a domingo, das 9h às 17h.

Mahane Yehuda (Jerusalém)

O meu grande favorito! ❤️

Ingredientes frescos, doces típicos, pães, peixes, boxes gastronômicos e uma variedade imensa de especiarias. Também é possível encontrar no Mahane Yehuda roupas, artigos domésticos, flores, acessórios e produtos variados.

Mahane Yehuda

Mahane Yehuda Market

Lá não é tão cheio e você pode experimentar, ver e fotografar com calma todos os produtos sem problemas. Ah, e as bancas são lindas! Olha só:

Doces Israel

Mahane Yehuda Market | Doces típicos

Israel Halva

Mahane Yehuda Market | Halva – doce típico com base de gergelim

Croissants de chocolate Israel

Mahane Yehuda Market | Rugelach

Mahane Yehuda market

Mahane Yehuda Market | Doces e frutas secas

À noite, o local se torna um ponto de encontro, com vários barzinhos animados.

O Mahane Yehuda está aberto de domingo a quinta-feira, das 7h30 à 0h. Na sexta-feira, o funcionamento é das 7h30 às 16h, e no sábado das 20h30 à 0h.

Old City Market (Jerusalém)

O Old City Market está localizado entre o Bairro Judeu e o Bairro Muçulmano. Em lojas espalhadas pelas ruas da Cidade Velha você encontrará itens religiosos, jóias, cerâmicas, roupas, tecidos e lembrancinhas.

Ao contrário dos outros mercados, lá os vendedores estão prontos para negociar, então fique à vontade para testar suas habilidades de pechincha.

Old city market

Old City Market

Israel especiarias mercado

Old City Market | Loja de especiarias

Romãs Israel

Old City Market | Romãs

O Old City Market abre diariamente, mas os horários podem variar de acordo com cada loja.

Você também curte se aventurar nos mercados gastronômicos? Me conta nos comentários sobre algum que você tenha gostado de visitar! 😊

 

E se quiser ler sobre os mercados gastronômicos de Madrid, clica aqui.

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Onde comer muito bem em Roma

Dedico esse post à Aline de 2015, que fez um tour pela Europa e, mesmo sem saber que um dia se tornaria uma blogueirinha de viagem e gastronomia, registrou todas as comidinhas que degustou por lá. ❤️

Ahhh… comemos muito bem em Roma! E que bom que tenho essas fotos pra poder mostrar pra vocês três restaurantes que nos marcaram bastante na cidade. Anota aí! 😉

Trattoria Vecchia Roma

Agora já ficou mais famosinho, mas na época que eu fui pra Itália a mise-en-scène de passar a massa por dentro de um queijo gigante era um super acontecimento.

A primeira experiência que tive na vida com essa delícia foi na Trattoria Vecchia Roma.

Trattoria Vecchia Roma Massa no queijo

Trattoria Vecchia Roma | Pasta flambada

O ambiente é simples e despojado, e as mesas ficam em um sub-solo. O forte da casa é a comida, muitíssimo bem preparada.

Existem duas massas que passam por dentro do queijo (ou Flambè, como eles chamam): o Bucatini Amatriciana e o Spaghetti Parmigiana. Pedimos ambas, que eram maravilhosas.

Mas apesar do sabor delícia do bacon na Amatriciana, a grande favorita foi a vegetariana Parmigiana. Babo só de lembrar!

Trattoria Vecchia Roma Spaghetti

Trattoria Vecchia Roma | Spaghetti Parmigiana Flambè

Ahhh, e sabia que fizemos um “tour dos Tiramisùs” na Itália? Pois é, e o de lá foi um dos melhores da viagem! ❤️

Trattoria Vecchia Roma Tiramisù

Trattoria Vecchia Roma | Tiramisù

Endereço: Via Ferruccio, nº 12 b/c.

Trattoria Da Danilo

Eu tinha um objetivo bem específico em Roma: comer um dos grandes clássicos da cidade, o spaghetti Caccio e Pepe (massa que leva apenas pimenta preta e queijo pecorino romano no molho).

Quando comentei com um amigo que tinha acabado de voltar de Roma que eu tinha esse desejo, ele me disse na hora: “então tu tem que ir na Da Danilo!”

A pequena Trattoria Da Danilo é uma das cantinas mais concorridas de Roma. O sucesso é justo, o jantar que tivemos lá ficou marcado como o melhor de toda a nossa viagem pela Europa.

De entrada pedimos a porção que oferece degustação das principais entradas. Um mini banquete de delícias romanas!

Trattoria Da Danilo Entradinhas

Trattoria Da Danilo | Entradinhas

De principal eu obviamente pedi a massa Caccio e Peppe. Assim como na Vecchia Roma, minha massa foi tirada de dentro de um queijo imenso. Um espetáculo!

Ah… e como pode apenas dois ingredientes se transformarem em um prato cheio de sabor? 😋😋😋

Trattoria Da Danilo Caccio e Pepe

Trattoria Da Danilo | Caccio e Peppe

Mas o prato do Vini até hoje me faz salivar: um orecchiette com molho de lagosta e trufas que era tão sensacional, tão cheio de camadas de sabor, que ficou marcado pra sempre nas nossas vidas!

Trattoria Da Danilo Orecchiette

Trattoria Da Danilo | Orecchiette de lagosta e trufas

(Coloquei a foto acima só pra deixar vocês com vontade, porque infelizmente esse prato não está mais no cardápio. Mas esse é um restaurante tão gostoso que eu comeria até pedra se fosse preparada por eles! kkkk)

É muuuuito recomendável fazer reserva. 😉

Endereço: Via Petrarca, nº 13.

Da Baffeto

Prepare-se para a fila, porque a casa é concorrida. Mas a espera vale a pena: esse é o melhor lugar para comer a autêntica pizza romana!

Massa extremamente fininha e crocante e ótimos recheios – tudo feito na hora, em frente aos clientes. Peça o vinho da casa, ele vem em uma jarra de cerâmica super fofa e é uma delícia.

Abaixo, a pizza que leva o nome da casa: cogumelos, pimentão, alcachofra, linguiça e ovo. Demais! 😋

2468

Pizzeria Da Baffeto

Endereço: Via del Governo Vecchio, nº 114.

Tem algum restaurante pra me indicar em Roma? Comenta aqui em baixo! 😉

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Regiões da Itália são homenageadas em menus sazonais do Sette Pasta Bar

No mês passado, a convite das Famintas, fui conhecer o Sette Pasta Bar. Esse italiano moderninho me conquistou de cara pelo seu menu enxuto, pela valorização da charcutaria e de bons ingredientes, e pela simpatia do staff.

Sette Pasta Bar

Sette Pasta Bar

Quem comanda o restaurante é o jovem casal Fernando Einloft e Fernanda Martini. O Fernando é o chef, um apaixonado pela gastronomia italiana e pela charcutaria. De origem italiana, a Fernanda comanda o salão e recebe os clientes com a maior simpatia do mundo!

Menu sazonal Regiões da Itália

Recentemente o restaurante criou uma nova proposta: além do cardápio fixo, a casa oferece menus sazonais em homenagem a regiões da Itália. A cada mês, uma região do país é escolhida e o cardápio conta com ingredientes e pratos tradicionais desses lugares.

São 2 menus diferentes por mês – um por quinzena. As opções de entradas, principais e sobremesas são de livre escolha, podendo ser pedida a sequência completa de pratos ou ainda apenas um deles.

Em agosto, quando visitei a casa, era o mês da Toscana. No menu, os deliciosos crostini com patê de pato, parpadelle com ragu de coelho, prime rib suína e bolinhos de arroz doce. Comemos muitíssimo bem!

Sette Pasta Bar crostini

Sette Pasta Bar | Crostini com patê de pato

Sette Pasta Bar coelho massa

Sette Pasta Bar | Parpadelle com ragu de coelho

Sette Pasta Bar bisteca

Sette Pasta Bar | Prime Rib suína

Sette Pasta Bar sobremesa

Sette Pasta Bar | Bolinhos de arroz doce

Do cardápio regular, também experimentamos o Vitello Tonatto (carne cozida em baixa temperatura com molho de atum, aliche e alcaparras). Super recomendo! 😋

Sette Pasta Bar entrada

Sette Pasta Bar | Vitello Tonatto

 

Em setembro, o menu especial Regiões da Itália entra em seu segundo mês, e agora homenageia o Vêneto. Localizada no nordeste da Itália, essa é a segunda região mais visitada do país e tem a romântica Veneza como sua capital (a cidade que eu mais gostei de conhecer na Itália). Também engloba, entre outras províncias, a de Verona.

2156

Aline e Vini em Veneza

O local foi escolhido como representante desta segunda edição devido a grande quantidade de imigrantes vindos dessa região para o Brasil, em especial ao Rio Grande do Sul. Algumas das inspirações culinárias mais famosas do Vêneto, como a polenta e risoto, são hoje pratos do dia a dia de muitos gaúchos, especialmente da região da serra.

Segue abaixo o cardápio elaborado pelo chef Fernando Einloft para o mês de setembro:

Cardápio do Settembre del Vêneto

ANTIPASTO
Baccalà Mantecato: polenta brustolada | bacalhau | azeite de oliva | salva | pimenta do reino (R$ 30,00)

PRIMO
Bigoli con L’anatra: bigoli | ragu de pato in bianco | queijo parmegiano reggiano | moranga (R$ 48,00)
Risotto Radicchio e Pascetta: arroz carnaroli | radicchio roxo | pancetta da casa | queijo parmegiano reggiano (R$ 43,00)

DOLCE
Crostata di Mandorle e Mela: torta com creme de amêndoas e maçã | chantilly de mel  (R$ 29)

Em novembro, o Sette Pasta Bar deve trazer a Sardenha e sua culinária baseada em frutos do mar. Em dezembro haverá uma retomada dos pratos que fizeram mais sucesso em todas as edições.

Ahhh, que saudades que eu tenho da Itália. Mas enquanto eu não volto lá, visitar o Sette é uma ótima maneira de fazer um passeio culinário por esse país delicioso! ❤️

Sette Pasta Bar limocello

Sette Pasta Bar | Limoncello da casa

Serviço:

Sette Pasta Bar
Menu Regiões da Itália
Endereço: Rua Auxiliadora, 248 | Porto Alegre – RS
Funcionamento: de terça a sábado, das 19h às 23h; aos domingos das 12h às 15h

 

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

 

As deliciosas e surpreendentes sorveterias de São Paulo

Como já contei nesse post, eu sou completamente apaixonada por sorvete! Então aproveitei a minha última passagem por São Paulo para visitar algumas das mais gostosas e surpreendentes sorveterias da cidade.

Quem me acompanhou em parte desse tour (e que selecionou as casas mais “diferentonas”) foi a Tarsila Ceruci, minha amiga paulistana que tem um canal no youtube sobre intercâmbio e que também ama sorvetes! 🙂

Aline e Tarsila

Aline e Tarsila: em busca do melhor sorvete de SP!

Frida & Mina

É impossível passar indiferente pela rua Arthur de Azevedo, no bairro Pinheiros, quando se sente o perfume das casquinhas da Frida & Mina. Elas são feitas diariamente por lá, e nesse diferencial você já vê um grande destaque da sorveteria: o cuidado aos pequenos detalhes.

A Frida & Mina oferece sorvetes artesanais elaborados apenas com ingredientes frescos e naturais, livres de conservantes e corantes. Alguns sabores são fixos e outros sazonais, elaborados de acordo com a disponibilidade de insumos de cada estação – são doze por dia.

Não deixe de provar os sorvetes de morango com vinagre balsâmico e o de macadâmia crocante. 🤤

Frida e Mina Sao Paulo

Frida & Mina: sabores artesanais em Pinheiros

Endereço: Rua Artur de Azevedo, nº 1147 – Pinheiros

Venchi

Eu conheci a Venchi em Florença, e me apaixonei perdidamente assim que experimentei o gelato de baunilha deles pela primeira vez. Durante os três dias que ficamos lá, eu comi todos os dias, às vezes mais de uma vez por dia.

Então fiquei muuuito feliz quando descobri que eles tinham aberto uma casa em São Paulo, no Eataly. Confesso que o sorvete de baunilha não tem o mesmo sabor do italiano, mas ainda assim eles são muito cremosos e deliciosos.

Recomendo uma passadinha por lá quando estiver passeando por esse verdadeiro shopping de gostosuras italianas! 😋

Venchi São Paulo

Venchi: direto de Florença

Endereço: Eataly – Avenida Pres. Juscelino Kubitschek, nº 1489 – Itaim Bibi

Sorveteria do Centro/ Hot Pork

Após o sucesso do restaurante A Casa do Porco, o chef Jefferson Rueda abriu o Hot Pork – casa especializada em cachorros-quentes gourmet. E o que isso tem a ver com sorvete?

Bem, ao lado da Hot Pork, no mesmo empreendimento, surgiu a Sorveteria do Centro.

Os sorvetes vêm de máquinas de sorvete parecidas com as do McDonalds, também conhecidas como Soft.

Eu escolhi o sabor Sobremesa de Morango, que vem com um sorvete muito gostoso, suspiro, leite condensado, frutas frescas e pimenta rosa (que achei um pouco desnecessária).

Hot Pork Sao Paulo Morango

Sorveteria do Centro | Sobremesa de morango

Já a Tarsila pediu o sabor Torta de Limão, que vem com um sorvete de limão, creme de limão, e marshmallow queimado por cima pra contrastar com o azedinho da fruta. Ah, a casquinha é de manjericão.

Esse sorvete foi um dos melhores do tour inteiro! Recomendo!

Hot Pork Sao Paulo Limão

Sorveteria do Centro| Sabor torta de limão

Ah, na sorveteria do Centro tem até uma versão com toucinho, ou melhor, as “porcopocas”. Para quem curte a mistura de doce com salgado e é fã de bacon, é uma boa opção!

Endereço: Rua Bento Freitas, nº 454 – Campos Elíseos

Zhöu Zhöu

O bubble waffle tem suas bolhas características em forma de cascas de ovos por ter sido conhecido inicialmente como 鷄蛋仔 (gai daan jai), que significa “pequenos ovos de galinha”. Sua popularidade cresceu, e hoje se tornou uma das comidas de rua mais icônicas de Hong Kong.

Em São Paulo, você tem a oportunidade de experimentar o cone de bolinhas na Zhöu Zhöu, que fica em uma galeria na rua Augusta.

Você pode escolher o sorvete, a cobertura e todos os toppings que a sua criatividade e vontade permitir. Nós escolhemos nutela, moranguinhos, calda de chocolate e até ursinhos de gomas. Ah, o waffle surpreendeu: realmente delicioso! 😋

Zhouzhou_São Paulo

Zhöu Zhöu | Bubble Waffle

Endereço: Rua Augusta, nº 1524 – loja 43 – Consolação

Dona Nuvem

Se você quer um sorvete “instagramável”, sem dúvidas a melhor opção em São Paulo é a lúdica Dona Nuvem.

O local oferece uma experiência divertida e gostosa, com o sorvete servido dentro de uma nuvem de algodão doce, decorado com guloseimas temáticas.

Nós pedimos a opção “sereia”, mas ainda existem outros temas, como Flamingo, Unicórnio, Tubarão e Oreo. Qual você escolheria? 🙂

Dona Nuvem_Sao Paulo

Dona Nuvem | Versão sereia

Endereço: Rua Augusta, nº 1524 – loja 12 – Consolação

Snowfall

O Bingsu ou SnowCream, como é conhecido mundo a fora, é uma sobremesa popular em toda a Ásia. Quando chegou nas terras brasileiras, ganhou um apelido: o sorvete de neve!

A sobremesa tem uma textura bem fininha e leve, é como uma raspadinha, de sabor neutro, e realmente lembra a neve. Os sabores são adicionados pelos “toppings”, e podem ser de açaí, chocolate, Oreo, chá verde, Injeolmi (pó de soja), manga, morango, maracujá e café.

Eu escolhi o de maracujá, que veio com o suco da fruta, chocolate branco e chantilly. É uma experiência… diferente. Não é o melhor sorvete do mundo, mas vale experimentar!

Liberdade São Paulo_2

Snowfall | Maracujá

Já a Tarsila foi mais aventureira e escolheu o sorvete de Chá Verde que veio com FEIJÃO AZUKI! Sim, feijão mesmo, cozidinho. No japão eles costumam utilizar esse ingrediente nos seus doces.

Estou acostumada a fazer feijão azuki em casa, em receitas salgadas, então confesso que achei um pouco estranho o ingrediente misturado com o sorvete. Mas se você curte combinações inusitadas, esse é o lugar!

Liberdade São Paulo_1

Snowfall | Chá verde

Endereço: Rua dos Estudantes, nº 73 – Liberdade/ Rua Prates, nº 547 – Bom Retiro

Sorvete de peixinho da Liberdade

Já que estávamos passeando pela Liberdade, passei em um dos mercadinhos do bairro e comprei o sanduíche de sorvete em formato de peixinho que é famoso por lá (assim como o saborosíssimo picolé de melão da marca Melona).

Esse doce é inspirado no Taiyaki, um bolo japonês em formato de peixe. O recheio mais comum é o de pasta de feijão vermelho, que é feito com feijões azuki adocicados.

No mercadinho existia a opção de sabor de feijão, mas eu acabei escolhendo um mais “básico”, de chocolate.

Bem… ele é lindo e muito fotogênico, mas não é tão gostoso. A casca é meio molenga e o sorvete é um pouco aguado. Mas é muito lindo, né? 😍

Liberdade São Paulo_3

Sanduíche de sorvete do bairro Liberdade

Você encontra o sanduíche de sorvete de peixinho em praticamente todos os mercadinhos de produtos orientais do bairro Liberdade.

Bacio di Latte

Deixei ela por último, porque ela é especial. Que rufem os tambores…

✨A Bacio di Latte é a minha gelateria favorita no Brasil!✨

Sim, os sabores intensos e a textura extremamente cremosa fizeram eu me apaixonar completamente por esse gelato que é um verdadeiro beijo de leite na boca. Feitos com leite integral fresco e creme de leite, os produtos são de alto nível, e são tão bons ou até melhores do que os que eu comi na Itália. 😋😋😋

Passar em alguns dos quiosques fofíssimos da Bacio é uma parada obrigatória quando estou no aeroporto de Guarulhos.

Bacio di Latte Sao Paulo

Bacio di Latte, a grande favorita!

Existem diversas lojas da rede espalhadas por São Paulo, e também no Rio de Janeiro, no Paraná, em Minas Gerais, em Goiás e no Espirito Santo. Para saber onde encontrar a loja mais próxima de você, clique aqui.

Ah, eu to morreeeendo de felicidade porque fiquei sabendo que vai abrir uma Bacio di Latte aqui em Porto Alegre. Aguardando ansiosamente! ❤️

Tem alguma sugestão de sorveteria que faltou nesse post? Comenta aqui em baixo! 🙂

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉

Morro do Vento: cabanas com vista em Picada Café

Que tal se hospedar em meio à natureza, acordar com o balido das ovelhas, apreciar um céu estrelado e tomar o café da manhã com vista para um lindo vale?

Tudo isso acontece nas cabanas rústicas do Morro do Vento, em Picada Café.

A pousada foi um dos lugares que o meu marido escolheu para passarmos o nosso aniversário de casamento. O Vini planejou um final de semana incrível pra gente na Serra Gaúcha. Pra saber tudo que fizemos, clica aqui. ❤️

Picada Café

A pequena cidade serrana de Picada Café faz parte da Rota Romântica do Rio Grande do Sul – ela está localizada a cerca de 46 km de Gramado e a 12 km de Nova Petrópolis.

O município mantém a cultura e os valores trazidos pela imigração alemã, e ainda conserva casas de estilo enxaimel e tradições germânicas na comunidade (como as festas típicas e kerbs).

É no alto dessa cidade que fica o Morro do Vento.

Morro do Vento – o sonho de Rafael

A estrada de 2,5 km de chão batido não é das mais fáceis à noite, com muitas curvas e subidas íngremes, mas garanto que vale a pena. O Morro do Vento é um lugar pra curtir sem ver o tempo passar, curtindo a brisa serrana.

Morro do Vento

Morro do Vento

Na propriedade são praticadas atividades ao ar livre como caminhadas, rapel, mountain bike e principalmente voo livre (o local está situado a uma altitude de 380m).

De um lado, uma mata nativa, e de outro, uma vista de tirar o fôlego para o Vale da Joaneta!

Morro do Vento asa delta

Morro do Vento | Área de voo livre

O Morro do Vento surgiu do sonho do Rafael Ruppenthal – a mente por trás desse empreendimento de natureza. O avô dele era dono da propriedade.

Rafael não só planejou a construção de suas wild cabins (chalés construídos com troncos), como plantou as árvores para fazer isso há alguns anos.

Morro do Vento Rafael

Morro do Vento | Rafael e Sprite

Morro do Vento – Cabana

Por enquanto existem duas cabanas disponíveis para aluguel, e uma terceira está em fase de finalização. A meta de Rafael é de fazer sete no total.

Apesar do aspecto rústico, as cabanas são muito bem equipadas e aconchegantes.

Morro do Vento cabana

Morro do Vento | Cabana rústica

A cama é ampla e super confortável. Ah, não é só esse cobertorzinho que tem lá, ainda tem um edredom grande e super quentinho! (To falando isso porque se eu visse essa foto eu ficaria preocupadíssima, sou super friorenta!)

Morro do Vento Cama

Morro do Vento | Cama e televisão

As cabanas contam, ainda, com lareira (com lenhas à disposição), uma mesa e duas poltronas.

Morro do Vento lareira

Morro do Vento | Sala com mesa, sofás e lareira

Também tem ar condicionado, frigobar (com várias bebidinhas dentro a um preço ótimo) e um sofá-cama.

Morro do Vento frigobar

Morro do Vento | Sofá-cama e frigobar

O banheiro é bem simples e ainda não tem box. O chuveiro é do tipo eletrônico e fica bem quente.

Morro do Vento banheiro

Morro do Vento | Banheiro

Nada como terminar o dia assim, hein? Tomando um delicioso vinho da Serra Gaúcha de frente para a lareira!

Morro do Vento lareira e vinho

Morro do Vento | Vinho + lareira = melhor combinação!

Mas se você é do tipo que não consegue viver sem internet e a sua série, não fique preocupado: as cabanas contam com wi-fi e televisão com acesso ao Netflix. 😉

Morro do Vento netflix

Morro do Vento | Televisão com acesso ao Netflix

Mas promete pra mim que só vai pro Netflix depois de ter curtido o céu estrelado, ok?

A manhã do Morro do Vento

Acordar no Morro do Vento é demais! Sabe por que?

Porque quando você abre as cortinas da janela, é isso que você vê:

Morro do Vento ovelhas

Morro do Vento | As ovelhas da propriedade

O Rafael cria várias ovelhas, e elas ficam soltas na propriedade. São muito fofaaas! Ah, alguns dias depois que saímos de lá uma delas deu cria. Tem bebê novo na casa!

E agora vamos ao café da manhã!

O café é servido em uma cestinha entregue na porta do chalé, e a escolha do horário é dos hóspedes.

Morro do Vento cesta café da manhã

Morro do Vento | Cesta de café da manhã

São servidos pães, cuca, salame, queijo lanche e branco, presunto, frutas, café, leite, suco de uva, iogurte, e até um mel cultivado na propriedade.

Nesse momento a dica que eu dou é: traga a mesa de dentro do chalé para a varanda e aproveite as comidinhas com essa vista linda!

Morro do Vento café da manhã

Morro do Vento | Café da manhã

Ah, lá não é servido almoço nem jantar, mas ali perto existe uma lancheria que faz tele-entrega nos chalés. O cardápio conta com pizzas, pastéis, panquecas e outros pratos e lanches.

Enfim, se hospede no Morro do Vento pra curtir o silêncio, acordar cedo para ver o sol nascer e passar a noite contemplando o céu estrelado.

 

Serviço:

Morro do Vento
Endereço: Rua Balduíno Metz, nº 3500, Morro Hansen – Picada Café
As reservas podem ser feitas pelo Booking, Airbnb ou diretamente pelo whatsapp com o Rafael, nesse telefone (essa última opção é mais barata): (54) 99737-1111.

 

Se você curtiu essa pousada, precisa conhecer também a Pra lá do Templo, em Três Coroas.

Para acompanhar minhas viagens e experiências gastronômicas em tempo real, siga o meu perfil no Instagram e curta a minha página no Facebook. 😉