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Belém do Pará: Remanso do Peixe e Remanso do Bosque

Belém do Pará é um paraíso para os amantes da gastronomia. São muitos temperos diferentes, frutas amazônicas, farinhas de todos os tipos. Foi uma viagem cheia de descobertas, é um dos lugares que eu mais sinto vontade de voltar.

Se o objetivo era conhecer a cidade pelo paladar, os restaurantes da família Castanho não podiam faltar no roteiro.

Criado por Francisco Castanho, em sua própria casa, o Remanso do Peixe se tornou um clássico de Belém, com suas deliciosas moquecas e caldeiradas. Anos depois, os herdeiros Thiago e Felipe expandiram os negócios da família: abriram o Remanso do Bosque e trouxeram modernidade e inovação a ingredientes já conhecidos da região.

Claro que fui nos dois e (spoiler) comi bem demais! Abaixo conto como foi cada experiência! 😉

Remanso do Peixe

Primogênito da família Castanho, o Remanso do Peixe é conhecido como um dos melhores restaurantes da cidade.

Clássico é clássico, né? o “Velho Remanso”, como também é chamado, oferece comida impecável e serviço atencioso, me lembrou aqueles lugares de almoço de domingo, que a gente nunca cansa de ir.

O restaurante fica quase escondido dentro de um condomínio, e não tem nenhuma placa de identificação. Por fora, é como uma casa mesmo.

Remanso do Peixe

Remanso do Peixe | Fachada

E, na realidade, por dentro também. Logo na entrada você é convidado a entrar em uma simpática casa de família, com vários porta-retratos que contam a infância e juventude dos meninos Castanho, e detalhes decorativos super fofos.

Remanso do Peixe casa de familia

Remanso do Peixe | Casa de família

Começamos o almoço pedindo a cerveja da casa, a Remanso Mango. Muito gostosa!

Remanso do Peixe | Remanso Mango

Remanso do Peixe | Remanso Mango

Depois foi a vez da mojica de caranguejo (R$25), uma espécie de sopinha bem temperada e saborosa, acompanhada de croutons crocantes.

Remanso do Peixe | Mojica de caranguejo

Remanso do Peixe | Mojica de caranguejo

De principal, um dos carros-chefe da casa: caldeirada de peixe à Paraense (R$120, para duas pessoas)! Peixe filhote cozido no tucupi com jambú, batata, tomate, pimentão e ovo cozido, acompanhado de arroz branco e pirão.

Es-pe-ta-cu-lar!

Remanso do Peixe | Caldeirada de peixe à Paraense

Remanso do Peixe | Caldeirada de peixe à Paraense

De sobremesa, pedimos um pavê de cupuaçu com farofinha de chocolate da Ilha do Combú (R$19).

Poderia ser chamado de tiramisu paraense! Delícia demais!

Remanso do Peixe | Pavê de cupuaçu

Remanso do Peixe | Pavê de cupuaçu

Não foi à toa que esse restaurante se tornou um ícone da cidade. Aprovadíssimo!

Endereço: Conjunto Célso Malcher, nº 64.

Leia mais: Cinco comidinhas que você precisa provar em Belém do Pará

Remanso do Bosque

Imagina pegar todos os incríveis ingredientes amazônicos e reinventar a gastronomia paraense? Foi mais ou menos isso que os chef Thiago e Felipe Castanho fizeram.

Os “dois filhos de Francisco”, uniram a cozinha tradicional do Pará com inspirações de outras culturas. Além disso, trouxeram novas técnicas e criatividade para trabalhar com alimentos já conhecidos, oriundos de micro produtores da região.

Hora do jantar! “Abrimos os trabalhos” com o Tacacachaça, drink de cachaça de jambu, maracujá, bourbon e pisco. Servido na cuia, em alusão ao tacacá.

Remanso do Bosque | Tacacachaça

Remanso do Bosque | Tacacachaça

De entrada, experimentamos os guiozas de carne com jambu, molho de tucupi, melaço e shoyu. Esse caldinho é daqueles que só de pensar dá água na boca.

Remanso do Bosque | Guiozas de carne com jambu

Remanso do Bosque | Guiozas de carne com jambu

Também pedimos a linguiça artesanal de maniçoba com molho de cerveja preta (R$38), que veio acompanhada de um pão de fermentação natural.

Gente, ESSE MOLHO.

Chegamos a pedir mais uma porção de pães pra poder “xuxar” ali. Pra mim, o melhor prato da noite. Surpreendeu demais!

Remanso do Bosque | Linguiça artesanal de maniçoba

Remanso do Bosque | Linguiça artesanal de maniçoba

E enfim, o prato mais famoso da casa: filhote assado na brasa (R$132, serve duas pessoas). O sabor do peixe tostadinho, junto com essa saladinha de feijão caupi, tava incrível.

Confesso que pra mim a macaxeira na manteiga poderia estar mais “desmanchando”, mas aipim é sempre bom, né?. 😋

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Remanso do Bosque | Filhote assado na brasa

Foi difícil escolher a sobremesa, todas pareciam muito boas.

Acabamos optando pela panna cotta de baunilha amazônica com calda de cupuaçu, servida com paçoca de rapadura e coco fresco ralado (R$22). Eu amo panna cotta e essa tava sensacional!

Remanso do Bosque | Panna cotta de baunilha amazônica

Remanso do Bosque | Panna cotta de baunilha amazônica

E também “O Bacuri”, uma sobremesa feita com bacuri fresco, tuille de tapioca e sagu de hibisco (R$20).

Bacuri é demaaaais! Me encantei com essa fruta! Quem for a Belém tem que provar NO MÍNIMO o suco!

Remanso do Bosque | O Bacuri

Remanso do Bosque | O Bacuri

Cozinha autoral memorável!

Endereço: Avenida Rômulo Maiorana, nº 2350.

E então, qual dos dois restaurantes mais “apetece” o seu paladar? Eu confesso que não consigo escolher! 😋

A comida do Norte é apaixonante! Que prazer foi te conhecer, querida Belém!

 

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