Comida, Destinos no exterior, Gastronomia, Portugal
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Zé Manel dos Ossos: o restaurante que me fez mudar de rota

Saindo de Sintra, decidimos alterar o trajeto rumo ao Porto incluindo uma cidade no roteiro por causa de um único restaurante. E não era nem um restaurante chique, estrelado ou com um chefe reconhecido internacionalmente.
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Era um restaurante do tipo RAIZ, um restaurante em uma ruazinha escondida, um restaurante com poucas mesas e proposta despretensiosa.
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O Zé Manel foi o responsável pela nossa parada em Coimbra. ❤️

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A sorte

A chegada em Coimbra foi tensa. O restaurante fechava às 22h e às 21h estávamos fazendo check-in no hotel! MEDO!

Imagina ir até lá só por isso e não conseguir comer no Zé?

Largamos nossas coisas rapidinho no Hotel Astória e seguimos correndo até chegar em uma… fila!

21h30… 30 minutos pra fechar… uma fila grande. Será que hoje não é o nosso dia de sorte?

Mas era! ❤️

De repente, vimos uma carinha conhecida: a primeira da fila era a Bruna Scirea, amiga de Porto Alegre. Ganhou uma mesa grande só pra ela e nos chamou pra sentar junto. 😍

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Caramba, nessas horas eu acho que comi trevo de quatro folhas em vez de salada! ❤️

O ambiente

O ambiente é muito pequeno, formado por cerca de seis mesas. Nas paredes, diversas mensagens escritas por clientes em pedaços de papel. É engraçado parar para ler algumas mensagens realmente apaixonadas pelo lugar!

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Sem falar nos outros “objetos decorativos”, como uma cabeça de javali de óculos, e um jacaré preso no teto…

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Os ossos

Na verdade, o restaurante se chama só Zé Manel – os ossos, que são a principal “entradinha” da casa, se tornaram tão populares que foram agregados ao nome no “boca a boca”.

E é claro que começamos por eles… os ossos!

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Quando o garçom deixou o pratinho eu pensei: aiaiai. Confesso que me decepcionei à primeira vista.

O prato que leva o nome da casa não parecia lá muito apetitoso, pedaços de ossos com uma carne de porco pálida. Mas, já que viemos até aqui… vamos provar!

Peguei um pedaço pequeno e experimentei. E depois mais um, e mais um. Muito bem temperada, a carne soltava com o passar do garfo.

Os ossos: surpreendentemente aprovados!

O banquete

Depois, pedimos a feijoada de javali.

Quem aí já comeu javali? Será que eu já comi e não lembro? Desde quando Portugal é famoso pelo javali? Perguntas que ficaram pra trás quando dei a primeira garfada. Eu não queria saber de mais nada… OMG! Sério, que comida inacreditavelmente boa.

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Se existe algo que busco nas minhas viagens é experimentar algo e pensar: “caramba, eu não sei como eles fizeram!” Me emociona encontrar algo que é diferente de tudo que eu já comi.

Feijoada de javali: entrou pra lista das comidas mais gostosas que já comi na vida!

Também pedimos uma barriga de porco que veio super puxada no alho – adoro duplamente (porque tendo barriga de porco no cardápio a gente sempre tem que pedir, né?).

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A carne veio acompanhada de uma arroz com feijão caldoso. (Sério, to com água na boca real escrevendo esse post e lembrando desse jantar!).

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Tudo isso acompanhado do delicioso vinho da casa (foram três jarras, pra sermos bem exatos! kkk).

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O doce polêmico

E por fim, a hora da sobremesa.

Existe um nome pior do que “Vomitado”? Pois é esse o nome do doce da casa: VO MI TA DO – a maior ironia do Zé.

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O Vomitado é um creme de ovos com nozes maaaravilhoso. Tem gosto de recheio de bolo que eu comia quando era criança, de pão de ló molhadinho, de festa de aniversário.

O Zé Manel é uma tasca escondida que surpreende quem enxerga além da decoração peculiar e ambiente pitoresco. Uma comida aparentemente feia que na verdade é deliciosa. Um atendimento informal e seco que no final se torna conversa na mesa com os clientes. Um doce com o pior nome do mundo que tem sabor de “parabéns à você” na boca.

Viajar é experiência e essa foi das mais especiais e genuínas que vivemos em Portugal! ❤️

Serviço

Pra quem curte saber: O jantar no Zé Manel custou 35 €, pra três pessoas, com três jarras de vinho – e era muuuuita comida!

Endereço: Beco do Forno, nº 12 – Coimbra.

Chegue cedo, o local não aceita reservas.

Ah, lá eles não aceitam cartão de crédito, apenas dinheiro.

Me conta: você já alterou a rota de viagem pra incluir um restaurante?

 

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