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As massas artesanais do restaurante Maria Valduga

Depois de conhecermos mais sobre a viticultura e degustarmos vinhos ainda em processo de elaboração no tour Wine Experience, seguimos para a segunda parte da experiência no Complexo Enoturístico da Casa Valduga: o almoço no restaurante Maria Valduga.

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O salão é imponente e elegante, todo coberto por “históricas pedras de basalto”. Mas não é sobre a história das pedras que eu quero falar hoje…

Toda a história de uma massa artesanal

O restaurante homenageia a matriarca da família, Maria Valduga. Segundo o site da casa, “o local era inicialmente a pequena cantina do Luiz Valduga, onde os irmãos Valduga deram seus primeiros passos alquimistas. Tanto trabalho, exigia uma farta mesa, que a Dona Maria fazia questão de apresentar com delícias típicas italianas”.

Bem, eu também tinha uma nona que fazia uma bela massa artesanal, a vó Edith. Minha vó não tinha ascendência italiana, mas era uma excelente cozinheira. Algumas das lembranças mais afetuosas que tenho com ela foram em torno da mesa, quando ela compartilhava comigo os seus ensinamentos culinários.

A minha receita favorita dela: o talharim assimétrico cortado à faca. Ele ia para a panela com água fervendo e, depois de cozido, encontrava-se com um suculento molho de carne de panela.

A massa artesanal se tornou especial pra mim, porque significa um tempo precioso dedicado a fazer algo que pode ser comprado pronto. E, até hoje, quando quero me encontrar com ela de novo, eu replico a sua receita. Assimétrica, cortada à faca. <3

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Quando fiquei sabendo que todas as massas servidas no Maria Valduga são feitas artesanalmente lá mesmo, fiquei encantada. Tem um bocado de carinho nisso, né?

Então vamos ao almoço!

O Maria Valduga conta com um cardápio típico italiano, que apresenta: galeto ao primo canto, costela suína (acompanhada de geleia da Casa Madeira) e a deliciosa sequência de massas preparadas artesanalmente.

Na mesa, pão no estilo “feito em casa” e antepasto de azeitona.

A sequência iniciou com uma sopa de capeletti, recheado com frango, carne bovina e suína. Massa fininha, delicada. Caldo cheio de sabor. Poderia ter ficado só com isso!

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Na mesa, polentinha e o tradicional pien (que é o recheio do capeletti), acompanhados de salada de hortaliças orgânicas, cultivadas na propriedade.

O galeto era super bem temperadinho, com a pele bem crocante. Comi dois e fiquei com vontade de ter comido um a mais! 🙂

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E as massas… ahhh! Uma mais gostosa que a outra.

O spaghetti de tomates secos: muito saboroso! O tortéi de moranga… água na boca até hoje! Mas a grande favorita da mesa foi essa: massinha recheada de ricota e espinafre com molho branco e nozes. Surpreendente e deliciosa!

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Ah, além do ambiente super bonito e do ótimo atendimento, um pianista tocava música ao vivo, tornando a experiência ainda mais agradável.

A sobremesa foi uma panna cotta com calda de frutas vermelhas. Também havia a opção de sagu com creme, mas eu aaaaamo panna cotta, e essa não decepcionou. Delícia!

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O almoço no Maria Vaduga custa R$ 85 por pessoa, sem bebidas.

O restaurante atende diariamente das 12h às 15h30. O serviço é apresentado numa versão slow food e possui duração mínima de 1h30. Para jantar, consulte dias de atendimento e disponibilidade.

Endereço: Via Trento 2355 – Linha Leopoldina. Vale dos Vinhedos – RS.

*Almoçamos no restaurante Maria Valduga a convite da Casa Valduga.

Você também tem uma história de receita familiar? Comenta aqui em baixo! 😉

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2 comentários

  1. Coisa boa do sul é essa variedade de massas. Esse menu parece realmente tentador e imersivo na cultura local.
    Sobre história de receita familiar (bahiana), tenho uma memória pra cada tia, muitas de minha mãe e uma especial de minha vó. Mas vou destacar a mais recente que é a sopinha de agnolini que o marido gaúcho faz. Fico encantada vendo ele preparar o pien, fazer as dobras da massa… É como a sopa de capeletti da foto, mas sua família (Caxias do Sul) conhece por agnolini.

    • Aline Rocha Machado diz

      Que comentário mais lindo, Lina! É a mesma massa sim, mas é chamada de formas diferentes dependendo da região. ☺️

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