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Pelas ruas de Belém #Parte3

“Chamou Pavulagem, vaqueiro!
Terra vai tremer!”
Lá vem meu boi, lá vem
Pelas ruas de Belém!

Trecho da música “Reunida”, da banda Arraial do Pavulagem. 

Tanta coisa pra ver em Belém… em tão poucos dias! O jeito é aproveitar cada minuto!

Nesse post você vai saber tudo que fizemos em nosso terceiro dia na animada Belém! Vai ter a feira de artesanato na Praça da República, o Arraial do Pavulagem, a Basílica Nossa Senhora de Nazaré, o restaurante Remanso do Peixe, o Bosque Rodrigues Alves, o Parque Estadual do Utinga e o restaurante Lá em Casa!

(Se você não leu os outros posts de Belém, clique aqui para o primeiro dia e aqui para o segundo) 😉

Praça da República

Manhã de domingo: é dia de feira na Praça da República! É aquela típica feira que tem na maioria das cidades, com artesanatos regionais, roupas, antiguidades e comidinhas.

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Nesse tipo de lugar, pra mim, as bancas de comida sempre são o destaque, e em Belém é ainda melhor: sucos de diversos sabores e muitas delicias típicas. Pra começar o dia, compramos uma unha de caranguejo e um suco de taperebá (cerca de R$10, os dois).

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Café da manhã dos campeões!

A feira começa de manhã e vai mais ou menos até às 14h.

A Praça da República é um lugar bacana de visitar, mesmo sem a feira. A praça é bem arborizada, tem vários banquinhos para sentar e até um coreto, que pode render belas fotos. Ao redor da praça, estão localizados o Theatro da Paz, o Teatro Waldemar Henrique e o Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará.

Arraial do Pavulagem

Uma coisa que não tinha contado ainda: fomos para Belém no final de semana dos festejos de São João! E lá, festa junina é sinônimo de Arraial do Pavulagem! O arrastão ocorre tradicionalmente no período do mês junino, e também no sábado que antecede o Círio de Nazaré.

A festa inicia na Estação das Docas e segue até a Praça da República, ao som de toadas de boi-bumbá, quadrilhas e carimbós.

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O Pavulagem foi criado em 1987, para divulgar, compartilhar e enaltecer a música autoral produzida na Amazônia. É o boi-bumbá, batizado de “Boi Pavulagem do Teu Coração”, quem abre os caminhos para o cortejo.

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Cortejo das crianças: muito fofo!

As meninas costumam customizar os seus chapéus de palha com fitinhas e flores.

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A festa atrai muita gente à praça. Foi bem bacana presenciar uma festa típica belenense!

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Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré

Saindo da praça, fomos conhecer a igreja mais famosa da cidade, a Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré. É lá que termina a procissão do Círio de Nazaré, evento realizado em Belém há mais de dois séculos, considerado uma das maiores procissões católicas do mundo.

A manifestação religiosa reúne, anualmente, no segundo domingo de outubro, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada pelas ruas da cidade, em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré.

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Nas grades da frente da igreja, os fiéis amarram as famosas fitinhas coloridas, fazendo pedidos e promessas.

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A igreja é linda por dentro também, cheia de vitrais. Vale a pena entrar para conhecer.

Remanso do Peixe

Se no dia anterior fomos no moderninho Remanso do Bosque, hoje era dia de conhecer o primeiro (e mais clássico) restaurante da família Castanho, o Remanso do Peixe. O “Velho Remanso”, como também é chamado, é conhecido como um dos melhores restaurantes da cidade, por conta da qualidade da comida e do serviço atencioso

O estabelecimento fica escondido dentro de um condomínio, sem nenhuma placa de identificação. Por fora, é como uma casa mesmo.

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E, na realidade, por dentro também. Logo na entrada você é convidado a entrar em uma simpática casa de família, com vários porta-retratos que contam a infância e juventude dos meninos Castanho, e detalhes decorativos super fofos.

Começamos o almoço pedindo a cerveja da casa, a Remanso Mango. Muito gostosa!

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Depois foi a vez da mojica de caranguejo (R$25), uma espécie de sopinha bem temperada e saborosa, acompanhada de croutons crocantes.

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De principal, um carro-chefe da casa: caldeirada de peixe à Paraense (R$120, para duas pessoas)! Peixe filhote cozido no tucupi com jambú, batata, tomate, pimentão e ovo cozido, acompanhado de arroz branco e pirão. Espetacular!

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De sobremesa, pedimos um pavê de cupuaçu com farofinha de chocolate da Ilha do Combú (R$19) / (vou falar mais sobre a Ilha do Combú no próximo post!). Poderia ser chamado de tiramisu paraense! Delícia demais!

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Depois de toda essa comilança sempre temos duas opções: descansar, resfriar a cabeça no ar condicionado, dar aquela dormidinha ou…. seguir passeando debaixo do sol. O relógio estava girando contra a nossa vontade, a viagem era curta demais pra perder tempo…. bora passear!

Bosque Rodrigues Alves

Que bom que decidimos pelo passeio! Que lugar encantador é o Bosque Rodrigues Alves, um pedaço de floresta Amazônica no meio da cidade.

O parque tem diversos caminhos abertos no meio da floresta, que você pode percorrer e encontrar uma bela vegetação e alguns animais soltos pelo caminho, como macaquinhos, cutias e preguiças.

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Macaco-prego

No bosque, predominam árvores da região, como a maçaranduba, acariquara e acapu, carapanaúba branca, marupá, cedro vermelho, seringueira, andiroba e a majestosa castanheira sapucaia, uma das maiores árvores da floresta equatorial. É tanta árvore gigante, que eu nunca tinha visto igual, que esse passeio realmente me emocionou!

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Por lá, você também encontra algumas edificações antigas, como as Ruínas do Castelo. A construção foi inspirada no momento vivido pela região na época, a Belle Époque, marcada pela supervalorização da cultura europeia. O local foi construído em 1903, época em que as ruínas passaram a ser utilizadas como componente de embelezamento. Ou seja, ele já foi construído assim, nunca chegou a ser um castelo de verdade.

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Ruínas do Castelo

O bosque conta ainda com um aquário com várias espécies de peixes da Amazônia, como o bengalinha, o acará-bandeira, o rosaceus, a arraia-motoro, o corydoras, o acará-apaiari, o acará-disco, entre outros; e também alguns animais em cativeiro, como uma jaguatirica, jabutis, araras e jacarés.

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Super indico o passeio por lá, principalmente para quem não está acostumado com esse tipo de vegetação. O Bosque Rodrigues Alves pode ser visitado de terça-feira a domingo, de 8h às 17h. O ingresso custa apenas R$2 (crianças de 7 a 12 anos pagam R$1).

Parque Estadual do Utinga

O Parque Estadual do Utinga foi criado em 1993, mas remodelado e reaberto em 2018. A nova estrutura conta com 400 vagas de estacionamento, bicicletário, vias pavimentadas e vários espaços muito bonitos.

Logo na entrada, você vê um gigante Açacu. Só pra ver essa essa árvore, já vale o passeio. Ela é um monumento da natureza! Linda, linda!

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A entrada do parque também é super bonita, e conta com banheiros. Fiquei muito feliz de ver as vitória-régias, eu nunca tinha visto e tinha muita vontade.

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O Utinga é uma Unidade de Conservação Estadual de Proteção Integral, e abriga mais de 400 espécies de animais, 151 espécies de plantas, e dois grandes lagos.

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No parque, os visitantes podem realizar várias atividades esportivas, como o rappel, o tree climbing e o boia cross. É possível, ainda, aventurar-se em alguma das nove trilhas, caminhar, correr, andar de bicicleta ou simplesmente contemplar a natureza. As atividades são guiadas por condutores e instrutores, que ficam logo na entrada do parque.

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O parque possui longos caminhos pavimentados, bom lugar para os amantes da corrida começarem o dia.

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Para fazer alguma das nove trilhas disponíveis, é preciso agendar data e horário. As informações sobre as trilhas, os serviços oferecidos e mesmo o agendamento com os condutores pode ser feito no aplicativo do parque. O app está disponível apenas para o sistema Android.

O Utinga fica aberto de segunda a segunda, das 5h30 às 17h. A visitação é gratuita.

Lá em Casa

Hora de jantar! Voltamos à Estação das Docas para conhecer outro clássico da cidade, o restaurante Lá em Casa. O local oferece diversos pratos regionais e é um lugar importante para a história gastronômica de Belém do Pará. Paulo Martins, antigo chef da casa (falecido em 2010), foi uma dos primeiras pessoas a difundir os ingredientes e a culinária da Amazônia pelo Brasil e pelo mundo. Atualmente, quem comanda o restaurante é a sua filha, Daniela Martins.

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Começamos o jantar pedindo o vatapá paraense (R$32), prato bem diferente do famoso vatapá baiano. No Pará, o prato não leva peixe, amendoim ou castanha de caju, mas sim camarão seco, chicória, alfavaca, farinha de trigo, azeite de dendê e leite de coco. Acompanhado de arroz e decoradinho com jambu, claro! Muito bom!

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Depois, eu pedi um tradicional pato no tucupi (R$78). O pato, depois de assado, é fervido no tucupi com folhas de jambu. É servido com arroz branco e farinha de mandioca.  Perfeito, apenas!

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O Vini foi de Filhote Pai D’Égua (R$64) – brochetes de filhote intercalados com cebola, tomate e pimentão na chapa, acompanhado de feijão manteiguinha de Santarém, farofa molhada, arroz de jambu e vinagrete. Esse prato foi considerado um dos melhores de toda a viagem. Vejam bem, eu tinha um pato no tucupi perfeito na minha frente, e não consegui resistir a roubar muitas garfadas do prato do Vini.

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Achei o restaurante um pouco vazio e sem charme (parece um restaurante de shopping), mas fomos bem servidos e a comida estava maravilhosa.

Cairu

Saindo do restaurante, pegamos nossa sobremesa no outro quiosque da Cairu (são dois na Estação das Docas, fomos no outro no primeiro dia). Aproveitando os sorvetes de tapioca e taperebá, caminhamos mais um pouco pela orla, que fica muito bonita ao anoitecer, e ainda bastante movimentada.

sorvete

Depois de comer muito bem, era hora de descansar para as aventuras que o nosso último dia em Belém nos reservava…

E aí, o que você está achando do nosso roteiro em Belém? Você já foi em algum desses lugares que falei ali em cima? Comenta aqui em baixo! 😉

Quer ler o que fizemos nos outros dias?

Para o dia 1, clique aqui.
Para o dia 2, clique aqui.
Para o dia 4, clique aqui.

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4 comentários

  1. Pingback: Você só vai encontrar no Pará! #Parte4 – SEM PRESSA DE VOLTAR

  2. Olha eu lendo seu relato me identifiquei muito parabéns, praticamente fizemos a mesma tour, a diferença que não fui nas festividades de São João, mas eu fiz um passeio por este jardim e tirei foto com o escrito Barata, estátua dele bem no estilo Carlos Drummond. Fui na estação das docas comi o Tacaca e bebi cerveja na Amazon e comi a famosa linguiça de metro. Depois logicamente tomei este sorvetão do Cairu. Fora outros rolezinhos pela cidade, me refresce a memória, o pessoal come também pão com ovo, em muitos lugares vendem o pão com ovo com um nome bem peculiar. Ksksksksksksks

    Infelizmente não comi o Mojica e a Caldeirada. O vatá de Belém achei melhor que da Bahia, mas gostos são gostos. Você chegou a beber a cachaça de Jambu? Até hoje seguro a mão pra comprar, mandar aqui pro interior de SP. Foi inesquecível o meu rolê por lá. Se tiver curiosa, acessa o link abaixo, espero que curta!

    https://rezenhando.wordpress.com/2017/06/26/ida-a-belem-cidade-onde-jesus-nasceu/

    • Que legal, Felipe! Belém é demais! Você viu os posts dos outros dias? Fizemos bastante coisa por lá, ainda vai entrar mais um texto essa semana.
      Provamos a cachaça de jambu e até trouxemos uma pra casa! Aquela sensação é muito gostosa, né?! 🙂

      • Boca adormecida! ksksks Na vdd ao comentar achei que só tinha aquele post, to lendo os demais, raxei! To lendo sim. Me segue de volta! Eu me arrependi de não ter trago uma, hoje fico namorando ela no Mercado Livre ksksks

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