Califórnia, Destinos no exterior
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Califórnia: um roteiro pelos parques naturais da Sierra Nevada

Saí de ferias no início do mês passado e, mesmo tendo alguns posts semi-prontos, pensando que iria super manter o blog funcionado, acabei deixando ele meio de lado. Mas quem pode me julgar? Férias, né gente? (Acho que sou melhor viajante do que blogueirinha de viagem… kkk)

Enquanto ainda me adapto à rotina sem daiquiris e tacacás (em breve, posts no blog sobre Punta Cana e Belém do Pará), o Vinícius França* fez um super post para reativar o blog! O Vini viajou pra Califórnia no início do ano, e escreveu um texto para compartilhar muitas dicas com os leitores do SPDV sobre Los Angeles, o Parque Nacional das Sequóias e o Yosemite Valley.

Bora se apaixonar pela Califórnia? 😀

“Você vai se apaixonar pela Califórnia”. Taí um clichê de recomendações de viagem. A Costa Oeste dos Estados Unidos é um dos destinos mais buscados pelos brasileiros. Difícil achar entre meus conhecidos alguém que torcesse o nariz para Los Angeles, para as praias, pras atrações da Disney, para a vista incrível da Highway-1. Só que eu ia viajar no inverno, não queria visitar parques, pretendia ficar um dia em Los Angeles e a Highway-1 estava interditada. Me apaixonei igual.

Nesse roteiro, quero dividir meu relato por uma Califórnia que não é tão falada nos blogs de viagem. Não me entendam mal: eu adoro um passeio daqueles bem de turistão. Mas é que a Califórnia tem um lado B que merece ser compartilhado: os parques naturais da Sierra Nevada.

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Los Angeles

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A cidade

A principal atração de Los Angeles é… Los Angeles. Uma cidade bizarra. Quando penso em megalópoles, lembro de São Paulo ou Nova York. Lembro daqueles prédios gigantes, ruas estreitas, com o céu escondido entre arranha-céus. LA é diferente. Foi uma sensação bem estranha estar numa cidade tão grande, mas ao mesmo tempo tão… suburbana. A cidade não é verticalizada, os prédios são baixos, as ruas são largas, e, do nada, você se depara com uma highway de 20 faixas de pista cortando a zona urbana.

Dica: Alugue um carro.

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É mandatório. Ter um carro é a melhor forma de se locomover pela cidade. Eu e meu namorado, meu parceiro da viagem, nos assustamos com isso.

Pra ter uma ideia, nas highways, existe uma faixa só para carpool, que é para carros que estão com duas pessoas ou mais. O fluxo da carpool é mais rápido do que o das outras faixas. Pegamos a carpool várias vezes e, quando a gente olhava pro lado, via oito, dez pistas de carros parados no engarrafamento com somente uma pessoa por carro. Assustador.

Só que essa bizarrice da cidade não é algo ruim. Primeiro porque ela, como falei, funciona. Apesar do engarrafamento nos horários de pico, a estrutura viária é ótima. Se você tiver que ir na farmácia na esquina, é mais rápido e mais fácil ir de carro do que à pé. Segundo, por ser uma experiência diferente e única. É um jeito de viver no urbano muito diferente do Brasil e isso, por si só, é uma atração.

Por isso, repito, alugue um carro. E não caia em papo de vendedor. Ficamos extremamente contentes em alugar o carro mais barato, mesmo com o atendente da locadora insistindo que aquele carro era “muito simples pra pegar a estrada”. O carro, um sedan Kia Rio, deve ter sido um dos melhores que já andei. Vai entender…

Como ficamos só um dia em Los Angeles, visitamos apenas dois lugares. Apesar de opostos na cidade, saímos depois do horário de pico e levamos (apenas) 40 minutos de carro entre um ponto e outro.

Píer Santa Monica

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No fim de tarde, o Píer fica mais agitado, mas chegamos somente à noite. O lugar tem vários restaurantes, um parque e uma vista super bonita da cidade. Para quem gosta de registrar tudo, rende boas fotos!

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Observatório Griffith

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O Observatório é um grande parque de astronomia. Com entrada gratuita, funciona como um museu e tem vários telescópios para os visitantes. Quando eu fui era possível observar a Lua em detalhes. Muito incrível. Como fica no alto da cidade, a vista da cidade é impressionante.

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Parque Nacional das Sequóias

Pegamos a estrada rumo à Sierra Nevada, uma cadeia de montanhas gigante que separa a Califórnia do Estado de Nevada. O parque está a 4 mil metros acima do nível do mar. Para ter uma ideia, o Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, tem quase 3 mil metros. Gramado, na Serra Gaúcha, está a 830 metros do mar.

Eu tenho pavor de pegar estrada na serra e, pra nossa sorte, chegamos junto de uma tempestade de neve. Super lindo! Mas deu medo.

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Nos hospedamos em uma pousada feita toda em pedra e madeira, a John Muir Lodge, na área do Grant Grove Village. A “vila” conta com restaurante, mercadinho, loja de souvenirs e área para visitantes. Muito confortável e fofa. 🙂

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A floresta de sequóias gigantes é a principal atração. Árvores enormes, maiores do que prédios de dez andares, com milhares de anos de vida. Como era fim de estação, no inverno, quase ninguém passeava pelo parque, só nós. Diferente das nossas florestas, em que a gente sempre ouve um pássaro ou um grilo lá no fundo, o caminho das sequóias é silencioso. Nenhum animal passeando pela neve, nenhum vento balançando os galhos, nenhum barulho de gente andando. Uma paisagem muito diferente do que estamos acostumados e muito impressionante também.

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Yosemite Valley

– Ok, tenha um bom dia.

– Como eu poderia não ter um bom dia? Eu moro em Yosemite! – disse o recepcionista do Yosemite Valley.

Eu achei que era só simpatia, mas, não, Yosemite é mesmo mágico.

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Um dos lugares mais bonitos que já visitei, o Yosemite também fica em Sierra Nevada, mais ao norte, longe seis horas de carro de Los Angeles.

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Yosemite Valley é um vale no alto da serra. Entre paredões de granito antigo, a neve e as árvores se misturam a uma estrutura incrível para quem gosta de turismo natural. Yosemite tem desde locais para acampamento (fechado no inverno), passando por tendas até hotel de luxo. Tudo isso no meio de um dos parques naturais mais antigos dos Estados Unidos.

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Para quem curte trilhas, escaladas e muita vida natural, Yosemite é perfeito. Mas o parque é tão bem estruturado que não precisa ser expert em trakking pra se divertir. As atividades agradam dos mais sedentários até os mais esportistas, porque o parque é muito bonito e tem uma infraestrutura impressionante.

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Nos hospedamos em uma tenda climatizada no Half Dome Village. Existem outras hospedagens, mas a tenda simples, com cama e estante, compensa pelo custo e é uma experiência divertida. Do lado de fora, um recipiente para guardar comida com um dispositivo protegido contra os ursos. Eles são bem noiados com os ursos, mas não vimos nenhum por lá.

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No verão, o parque ainda conta com mais atrações, como piscina e outras trilhas abertas que não podiam ser feitas por causa da neve quando estávamos lá. Apesar do frio, ver o parque coberto de neve vale a pena. Lagos congelados, cachoeiras que caem em flocos de neve, as pedreiras gigantes… Yosemite é imperdível.

Dicas:

  • Reserve com antecedência a estadia nos dois parques, levando em conta a época do ano. No alto inverno, muitas estradas estão fechadas, o que pode complicar a visita.
  • Se for no inverno, compre correntes de neve para os pneus. E peça ajuda de alguém para colocar na primeira vez. Os dois parques têm estradas com risco de derrapagem. Colocar as correntes é fácil, mas para quem sabe.
  • Reserve de três a quatro noites no Yosemite. Duas noites no Parque das Sequóias. Essa quantidade de dias é suficiente para conhecer e aproveitar com calma. Nós ficamos menos tempo, mas foi corrido!
  • Os dois parques são longe de Los Angeles, então, separe um dia de viagem só de locomoção até eles. Dirija sempre de dia, por segurança. Em Yosemite, garanta tanque cheio na última cidade, Wawona. Boa parte da estrada após esse ponto é deserta.
  • O Yosemite tem um restaurante que basicamente tem como cardápio pizza. Se quiser, pode levar comida, existe um espaço comum que funciona como refeitório, mas não há microondas ou fogão coletivo. Então, tudo tem que ser meio que pré-pronto.
  • Não se preocupe em ter todas as informações sobre os parques levantadas antes. Em ambos, eles têm muitas informações sobre os passeios e você pode decidir lá mesmo.
  • Há internet em apenas em alguns pontos dos parques. Por isso, é importante baixar os mapas das regiões, se você não tiver um GPS no carro.
  • O preço dos tickets para entrada nos parques está incluso no valor das estadias. No Parque das Sequóias, você paga U$ 35 por carro para entrar, caso não se hospede. Para se hospedar, veja mais informações aqui
  • Em Yosemite, o preço de entrada é o mesmo. Para hospedagens, clique aqui

 

* Vinícius França é jornalista, head de criação e conteúdo na empresa W3 e meu melhor amigo. <3

E você conhece algum dos lugares citados aí em cima ou tem alguma dica para nos dar? Ficou com alguma dúvida? Comenta aqui em baixo! 🙂

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